Garrafas Pet’s na Margem do Tiete

Garrafas pets gigantes chamam a atenção para a poluição do rio tiete.

O motorista que passa pela marginal tiete ganhou um lembrete de como é precária a condição do rio que tanto nos ajudou e foi vital para a construção da cidade, mas que hoje é esquecido pela população. O criador da exposição “pets” é o artista plástico Eduardo Srur, o mesmo que espalhou uma centena de caiaques no rio Pinheiros em 2006.

Srur diz que as esculturas gigantes são uma tentativa de fazer essa reativação visual, que o público volte a enxergar. Segundo ele, um dos objetivos é causar impacto e estranhamento em um número imenso de pessoas, para ver se isso dá algum retorno em termos de reflexão, pois o rio se tornou um cartão postal invertido da cidade.

As garrafas também serão iluminadas à noite. Como não havia rede elétrica no local da exposição foram instalados cabos e postes subterrâneos a margem do rio. As luzes também nos levam a uma reflexão. “Quando escurece, o lixo some da nossa vista, mas continua lá. Com a iluminação, à noite, as garrafas não serão esquecidas”.

As garrafas ficam distribuídas ao longo de cerca de 1,5 km nas margens do rio, entre as pontes do Limão e da Casa Verde. Cada peça mede cerca de 10 m de comprimento por 3 m de diâmetro. Após o término da exposição as garrafas que enfeitam a marginal serão transformadas em mochilas que serão doadas a crianças de comunidades carentes.

A instalação pretende abordar justamente a questão da degradação ambiental da cidade em um dos principais marcos da poluição urbana em São Paulo.

Tamara Cristina

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2 Respostas so far »

  1. 1

    Cel said,

    Eu já vi

    Uma crítica muito bem feita, e bonita.

  2. 2

    Herba said,

    Eu adorei a reportagem e principalmente a foto..não cheguei a passar pela marginal, mas achei uma crítica de extrema originalidade.Sua atitude em si não muda a situação do rio, mas atenta para os problemas dele, como o próprio autor disse:”As garrafas gigantes são uma tentativa de fazer essa reativação visual, que o público volte a enxergar.O rio se tornou um cartão postal invertido da cidade.”
    Causará essa visão, porque realmente milhares de pessoas passam pela marginal todos os dias e já se acostumaram ao estado do rio Tietê, não tem olhares críticos.


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