A infreável fronteira agrícola

A fronteira agrícola é uma faixa que determina o avanço da agropecuária, principalmente o cultivo de soja, sobre a floresta amazônica. Apesar de trazer muitos benefícios para a economia, o cultivo da soja é muito prejudicial ao meio ambiente pelo fato da grande devastação que causa. O solo da Amazônia possui uma fina e única camada de nutrientes, portanto se esta for retirada, os minérios e sais presentes na terra acabam deixando o solo improdutivo e irreversível. Após a colheita da soja, o correto a se fazer seria deixar o solo “descansar” para recuperar os nutrientes perdidos durante a plantação, mas os latifundiários continuam plantando, visando somente o lucro.

Os estados do Pará, Rondônia e Mato Grosso, são responsáveis pela quase totalidade da soja plantada no bioma Amazônia. Só o estado de mato grosso concentra 90% do cultivo, e está sendo ocupado por produtores rurais, na maioria descendentes dos migrantes do Sul, que desenvolvem o chamado agronegócio.

O avanço da fronteira agrícola tem como principal combustível o consumo de grãos pelos países como Estados Unidos, Europa e a Ásia, que tem poucas áreas para expandir sua agricultura. A China, por exemplo, está recentemente aumentando o seu consumo de carne bovina, suína e aves, e estas são alimentadas com ração de soja produzidas no Brasil.

A implantação da moratória da soja é uma das tentativas de implantar critérios socioambientais para a produção agrícola na Amazônia. Essa moratória se consiste em empresas associadas deixarem de comprar por dois anos o grão de áreas desmatadas recentemente. Esse compromisso foi anunciado em 24 de Julho de 2006 e, notícias recentes, segundo o Greenpeace, mostram que o resultado está sendo positivo.

Porém, não podemos nos agarrar somente a isso. O governo deve implantar outras iniciativas que visem à boa prática do uso de terras e, ao mesmo tempo, nós devemos fazer pressão para que as leis ambientais sejam obedecidas e fiscalizadas, a fim de preservar a Amazônia e suas riquezas.

Fonte: greenpeace, revista VEJA, Almanaque 2008.

Thaís Morioka

Lucas Negrão

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2 Respostas so far »

  1. 1

    herba disse,

    nossa tha..adorei o texto, de verdade! ficou muito bom e muito informativo,além de conscientizador..se é que essa palavra existe o.o hahaha
    enfim..o porém é que podemos nos conscientixar e ter um olhar crítico sobre esses acontecimentos com nossa natureza, e não só aquele olhar de senso comum, porque a soja traz economia..entende?
    muito bom o texto, tá de parabéns!

  2. 2

    Rogerio Henriques disse,

    UM COMENTARIO SOBRE SOJA RSRS

    Ao ser desenvolvida a Fronteira Agricola * afirmaram que a iniciativa visava implantar um programa que objetiva a não comercialização da soja da safra que será plantada a partir de outubro de 2006, oriunda de áreas que forem desflorestadas dentro do Bioma Amazônico”. O objetivo, de acordo com o que foi divulgado, é o de aliar desenvolvimento econômico com a conservação ambiental.

    Entretanto, se agradou diversos setores da sociedade por ser indicativo de um caminho para a redução do desmatamento na Amazônia, alguns ainda nao entendem ou simplismente ignoram fatores que possam gerar menores lucros e ainda vêem o pacote com ressalvas (VACA NELES !!!). Em parte porque de acordo com o que foi pactuado, tudo poderá ser revisto a cada dois anos e, em conseqüência, pode não se consolidar a redução pretendida do desmatamento. Também porque há uma parcela dos ruralistas que não gostou da decisão e continuam com o velho discurso do fantasma da pressão internacional em querer barrar o desenvolvimento brasileiro. Acham mais fácil procurar conspirações, que encarar e procurar soluções efetivas para o problema,soluções que realmente demonstrem freio significativo no desmatamento amazonico.

    No entanto, a visão mais consistente e uma das conclusões do Greenpeace no relatório “Comendo a Amazônia**”de fevereiro de 2006(eh eu sei meio antigo ne?), é a de que o mercado internacional precisa buscar um consumo mais responsável, o que terminou por atingir a cadeia dos fast foods, incluindo aí a rede McDonalds, cuja soja brasileira está diretamente relacionada à ração que os frangos consumidos nesses restaurantes. Ou seja, é a cidadania globalizada, se manifestando através do mercado, buscando alternativas de frear o desmatamento e suas danosas conseqüências. Vale ressaltar também que embora o mercado internacional ajude a ditar regras de importação e exportação de bens primários, principalmente na Europa e Japão, existem também outros mercados em crescimento, que ainda não estão tão antenados a responsabilidade social e ambiental da produção de grãos. Exemplo são a China e a Índia, o que pode fragilizar o conceito fronteira agricola.

    Uma outra questão interessante é que nem tudo que é divulgado funciona como sugerido. Para se ter certeza que a soja não estará vindo de áreas recentemente desmatadas será preciso que as empresas compradoras tenham um eficiente sistema de monitoramento, que possa identificar com clareza de que área está vindo a soja. O que é possível, mas nem sempre tão fácil. E so olharr em Mato Grosso, onde a antiga Fundação do Meio Ambiente desenvolveu e instalou o Sistema de Licenciamento Ambiental em Propriedades Rurais (SLAPR***), reconhecido como um importante avanço no aperfeiçoamento dos métodos de monitoramento e possibilidade de controle social, mas que ainda precisa ser bastante ampliado e melhorado para que venha apresentar os resultados esperados.

    Um risco concreto corre este conceito de fronteira agricola com o que se diz respeitoa compra de soja da Amazônia em áreas recentemente desmatadas. Sem uma fiscalização e controle rígidos, adequados e transparentes, a medida pode deixar de ter o efeito desejado e o cultivo da soja ou qualquer outra monocultura continuar avançando na Amazônia. Mas sem dúvida, um primeiro e importante passo foi dado e caso a sociedade e os consumidores continuem vigilantes, também corre o risco de dar certo…PArabens V.A.C.A pela informacao continuem com o bom trabalho.

    Obs. desculpem os erros gramaticais e de concordancia sao 6 e meia da manha e eu estou com sono rsrs.

    * http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geografia/mapas_doc3.shtm

    **
    http://www.greenpeace.org.br/amazonia/comendoamz_sumexec.pdf

    ***
    http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2033


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